segunda-feira, maio 14

Crítica: Os Vingadores - The Avengers (2012)


Por Kaio Feliphe


"Uma ode aos velhos heróis que nos fazem
sonhar a tanto tempo."

De uns tempos pra cá, os filmes baseados em HQ’s viraram rotina nas programações das salas de cinema. O grande motivo dessa constância de heróis no mundo cinematográfico são os lucros que eles proporcionam. Exemplos não faltam, como a série Batman do diretor Christopher Nolan, principalmente “O Cavaleiro Das Trevas”, que ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão; a trilogia Homem-Aranha de Sam Raimi, que ao todo rendeu aproximadamente US$ 2,5 bilhões; os recentes Thor (Thor, 2011), Homem De Ferro (Iron Man, 2008) e Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011) , em que cada um rendeu mais de US$ 200 milhões; entre outros. E o mais recente filme a se juntar a esse grupo é Os Vingadores: The Avengers (The Avengers, 2012), baseado nos quadrinhos da famosa e renomada editora americana Marvel Comics, arrecadou mais de US$ 210 milhões em apenas um final de semana, sem nem sequer ter estreado nos Estados Unidos.

Para quem não sabe, “Os Vingadores” é um grupo de super-heróis que foi fundado pelo Capitão América, Thor, Homem De Ferro, Vespa, Homem-Formiga e o Hulk. De certa forma, “Os Vingadores” rivalizam com outro famoso grupo de heróis, a “Liga Da Justiça”, de outra grande editora, a DC Comics. Com todos esses nomes de peso e com a promessa da Marvel de fazer um filme sobre eles, a expectativa em torno alcançou níveis extraordinários e, com a confirmação da editora sobre a realização do filme, era muito esperado o alto número de bilheteria. Dito e feito.

No filme, Loki (vilão conhecido em Thor) rouba o Tesseract, fonte infinita de energia natural, da S.H.I.E.L.D., obrigando Nick Fury a recrutar Os Vingadores para proteger a Terra de ataques alienígenas. Com dimensões épicas, personagens cativantes e efeitos de abrir os olhos, a obra do muito competente Joss Whedon é o cúmulo da diversão. Explosões, vários heróis salvando o planeta juntos e sacadas muito engraçadas são a marca registrada dessa obra.

Mas, antes do lançamento, uma dúvida deixava o público com a pulga atrás da orelha: “Será que tantos personagens não irão atrapalhar a narrativa?”. Felizmente, a Marvel não cometeu o mesmo erro que ocorreu em “Homem-Aranha 3”, em que o excesso de vilões atrapalhou na condução da história. Em “Os Vingadores”, cada um é introduzido de forma correta, com o tempo mais adequado. Por exemplo, o Homem De Ferro é bem mais destacado na história do que a Viúva Negra, mas isso não afeta na compreensão dos dois personagens no enredo.

Oura coisa que é bastante louvável é o Hulk.  Muita gente reclama dos filmes anteriores do Gigante Verde. Se irritavam com falta de identidade e carisma dessas obras, principalmente do personagem principal. Diferentemente disso, o Hulk de “Os Vingadores”, interpretado por Mark Ruffalo, é o melhor já retratado nas telonas. Violência desenfreada, bruto, bem construído. As pessoas o aplaudiam a cada porrada que ele dava nos inimigos (principalmente na cena com o Loki). Estavam sedentas e finalmente viram a essência do herói retratada nas telas.

Já os outros protagonistas mantém a mesma estrutura de seus filmes individuais. Tony Stark (Robert Downey Jr.) ainda está egocêntrico, sarcástico e engraçado, até mais do que nos filmes do Homem De Ferro. Thor ainda continua com seu ar de superioridade e poder que todo deus nórdico deve ter. E o Capitão América exala patriotismo e coragem, marca registrada dos quadrinhos. E, igualmente empolgantes, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro também estão muito bem e remetem a tempos saudosos das HQ’s.

Porém, uma coisa que desagradou alguns foi o roteiro raso e vazio, cheio de explosões e sem história. Bom, o público quer isso mesmo! Não que eles queiram que o filme seja uma tosqueira sem fim com apenas mortes e cenas de ação (vide Imortais (Immortals, 2011)), o que não é o caso desse, elas querem diversão. Seus heróis preferidos unidos para defender a Terra contra seus arqui-inimigos. Adultos relembrando os tempos de infância em que os viam na televisão, e aproveitando para passar isso para seus filhos. Uma recreação passageira. E isso o filme cumpriu com êxito. Se você for vê-lo sem pretensões nenhuma, apenas para se divertir, vá. Não perca tempo.

Os Vingadores: The Avengers é uma ode aos velhos heróis que nos fazem sonhar a tanto tempo. Lembranças vêm à mente a cada cena do filme. Páginas dos quadrinhos, cenas dos desenhos da televisão, a infância sendo revitalizada na cabeça das pessoas. Enfim, o filme agrada e eletrifica o público. Todos saíram entorpecidos e exaltados ao fim da sessão (e também com a cena no meio dos créditos), comentando cada parte e enaltecendo cada super-herói do filme.  Muito provavelmente, a Marvel irá fazer continuações não só de “Os Vingadores”, mas também dos filmes solos de seus personagens. Se for pra ser do mesmo nível desse aqui, pode fazer. O público e os fãs de histórias em quadrinhos agradecem.

Avaliação: 8/10




Trailer:


11 comentários:

  1. Adorei. Meu favorito em 2012 até o momento. Boa crítica a sua. Parabéns! Abraço!

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  2. Como blockbuster, sim, foi o melhor do ano até agora. Mas tenho quase certeza que, em breve, será suerado por The Dark Knight Rises.

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  3. Só lembrando que nem tudo que o público adora, é digno de aplausos.
    Achei um filme bem empolgante, mas bem infantil... Não tem roteiro nenhum, a história se resume a explosões, lutas, momentos estranhos de comédia e heróis nem tão carismáticos assim...
    É só diversão, entretenimento por duas horas e meia e depois acabou. Isso, pra mim, não é sinônimo de grande qualidade.

    http://iludidos.wordpress.com/

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  4. É claro que nem tudo que o público adora é bom. Vide Crepúsculo e Alvin E Os Esquilos.
    E em relação a ser infantil, até concordo em partes. Não tem um teor psicológico grande como em O Cavaleiro Das Trevas, até porque o Batman em si é bem mais profundo do que Os Vigadores.
    Como dito no texto, a proposta do filme era apenas ser esse entretenimento passageiro. Fazer você torcer pelo herói. Criar novos fãs e entusiasmar os que já eram. É claro que nem todos os fãs de HQ gostaram, assim como nem todos gostaram dos filmes do Nolan, o que é perfeitamente normal.
    Comigo a intenção do filme funcionou. O que, pra mim, é sim uma grande qualidade.

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  5. Apesar de só achar um bom filme, acho que Os Vingadores é muito bem sucedido na sua proposta, entretenimento de qualidade.

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  6. Blockbuster de qualidade, para adulto, adolescente e criança assistir sem preocupações, e as comparações com Batman pra mim é a mesma coisa que comparar Star Wars e Star Trek, não falo de qualidade, mas da abordagem diferente de um mesmo tema ou gênero.
    É empolgante, engraçado e legal, simples assim.

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  7. Parei de ler no Thor Deus grego...[2]
    morri quando li isso

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  8. frederico e Unknown, vão mesmo permitir que um único errinho anule 1000 acertos?

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  9. Seu post ficou mto bom, mas tem um erro:
    na parte em q vc cito o thor dizem: "Thor ainda continua com seu ar de superioridade e poder que todo deus grego deve ter". Só quero comentar dizendo ki ele é um Deus Nórdico e ñ um Deus Grego. ^^

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  10. Obrigado Pedro. Vou corrigir. Realmente foi um erro besta, mas que às vezes passa desapercebido.

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